domingo, 9 de março de 2008

Nossos tataravós sabiam mais que nós

Quando meus tataravós aqui chegaram, foram trabalhar na roça, pequeno pedaço de terra, onde produziam gêneros agropecuários. Tanto para seu sustento quanto para venda. Este último se destinava basicamente, a aquisição de bens que não podiam produzir.

É comum ouvir que a sociedade naquela época, dava certo e hoje em dia, está tudo errado. Não é difícil perceber a causa deste acerto do passado, que hoje não mais existe.

Meu tataravô, como todos os que viviam naquela época, entendia da plantação, mas também conhecia carpintaria, para construção de sua casa, dos remédios caseiros, para cuidados com os animais. Também conhecia bem os processos que hoje chamaríamos industrialização, como a produção de carne de sol, defumados, queijo. Além de produzir as selas usadas nos cavalos, as carroças mais simples usadas nos transportes.

Já minha tataravó, sabia fazer tecidos a partir do algodão ou da lã. Também era costureira.

Na pratica eles viviam em pequenas comunidades, onde existia um especialista em cada uma destas atividades, mas todos conheciam mais que o básico sobre cada uma delas. Ou seja: mesmo com a distancia dos grandes centros, tinham o conforto básico da época e todos sabiam, como cada coisa funcionava.

O que me dizem dos nossos dias? Andamos em um carro que não temos idéia de como funciona, vemos uma TV que desconhecemos. Do nosso pobre computador, nem quero comentar. Ninguém quer fazer o menor esforço, para entender algo sobre o programa que usa em seu computador. E quando alguém que entende do assunto diz algo, recebe a resposta clássica, “Não me interessa como esta joça funciona, eu quero apenas que faça o que mando”.

Ora Ora minha gente!

Saber não ocupa lugar! Entender o funcionamento de algo, não nos levará a morte.

Vivemos sem saber o que se passa a nossa volta. E tudo o que se aprende nas escolas é o que primeiramente deve ser esquecido, ao iniciarmos nossa atividade profissional. Um tanto contraditório não acham?

Dizem que falo dimais. Por estes textos podem ver que isto não é de todo mentira. Faço assim por acreditar, que temos uma responsabilidade com a sociedade em que vivemos e tudo o que sei, procuro ensinar aos outros é o mínimo que posso fazer. Tive tantos que me ensinaram, acredito que devo retribuir.

Que a sorte nos traga forças, para mudarmos o mundo!


Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

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