domingo, 22 de junho de 2008

Ser Forte

Ser forte...
É preciso.
Nuvens espessas...
Uivante ventania...
Tormenta!

Os francos sucumbem.
Arvores tombam...
Prédios desabam...

Vazio...
Silêncio.
Calmaria...
Brisa leve.

Tremula doce raminho...
Alegre!
“Frágil...”




Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

domingo, 8 de junho de 2008

Me tornei um Espírita

Vejo à distancia meu grande amigo... a tempos não o encontrava.
Ele me cumprimenta sorridente:

“Meu amigão!”
“A quanto tempo!?”
“Tive noticias suas, fiquei bastante preocupado...”

Ora veja!

Notícias minhas?

“Confesso que não acreditei, pois sei que és um ateu convicto.”


Diga logo!

Quais notícias, afinal?

“Disseram-me que você se tornou Espírita!”

“Veja só!”
“Imagine... você pegando um Espírito!”
“Que coisa horrível!”

Rá rá rá rá!!!

Pegar um espirito?
Essa é boa.
Rá rá rá rá!!!

“Sábia que este absurdo era mentira.”

“Ufa!”
“Estou bem mais aliviado!”

Mas não é mentira!

Eu me tornei Espírita, lhe disseram a verdade.

“Tá brincando!?”


Não não, eu faço parte da Casa de Caridade Espírita Nosso Lar.


“Como assim?”

“Casa de caridade?”
“Quer dizer que você não vai a um Centro Espírita?”
“Nossa!”
“Ainda bem!”

Mas é um Centro Espírita!


“Santo Deus!”

“Então por que este nome?”

Porque o principal objetivo de todos os que participam daquela casa, elem de se instruírem é a caridade.

Ajudar a todo aquele que precisa.

“Mas, e os Espíritos?”


Há!

Os Espíritos!
Ah!
Eles estão por toda a parte.

“Santo Deus!”

“Nem brinque com isto!”

Por que?


“Ora, ora!”

“Eles são perigosos!”

Quem disse?


“Ora bolas!”

“Todo mundo sabe”

Hummmm!

Não são perigosos, são pessoas como eu e você.

“Tá louco!”

“Eles estão mortos!”

Engano seu, estão mais vivos que nós dois somados.

Não somos corpos físicos que possuem um Espírito, mas um Espírito que habita temporariamente um corpo físico, com o propósito de resgatar antigos débitos, se instruir e se elevar moralmente.

“Já ouvi falar disto... mas nunca acreditei muito.”


Os Espíritos nada mais são que as almas de pessoas que já desencarnaram. São seres eternos... imortais. Criados por Deus, na total ignorância e com o objetivo de evoluírem, se elevarem moralmente e intelectualmente, de forma contínua.

Por isso, quanto mais apegado às coisas materiais, mas tempo levará para atingir a elevação.

“Mas e os anjos e demônios?”


Apenas: bons Espíritos e maus Espíritos, nada mais.


“Interessante... mas agora devo ir.”

“Devemos conversar mais a respeito deste assunto.”

Sim sim!

Falamos depois.

“Até logo”




Copyleft © 2008 Síncero Zeferino Filho (OhEremita)

terça-feira, 8 de abril de 2008

As duas naturezas humanas

A manhã me desperta.
As possibilidades me alegram.
As boas conquistas.
A alegria me leva ao bem.

No corredor...
Meu filho apressado.
Uma trombada!

Dois caminhos a seguir...

Nos xingarmos...
Então nos aproximar dos animais.

Transformar nossa trombada!
Abraço apertado...
Admiração...
Carinho...
Boas risadas.

Bons fluidos...
O caminho do bem.
Juntos das boas almas.

Felicidades!!!



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sexta-feira, 21 de março de 2008

Um nome bem esquisito


Visitar meu tão querido amigo, Fabiano Antônio Ubiraja carinhosamente chamado de FAU. Ele mora em um condomínio ecológico, Passeios de caiaque, caminhadas, e longas conversas...

Numa destas ele me diz:
“Rapaz!”
“Andei lendo sobre aquele tal de software Livre, de que você tanto fala.”

Verdade?
E você Gostou das coisas que descobriu?

“Meu camarada!”
“Tem uns nomes bem esquisitos em!?”
“Um tal de Debian, vê só que nome mais estranho!”

Não acho não.
Você descobriu o que é este tal de Debian e a causa deste nome?

“Encontrei alguma coisa sim, mas não li tudo, ainda.”
“Se entendi corretamente, ele é o tal do Linux né!?”

Rá rá rá rá rá rá!
Conheço algumas pessoas que lhe tirariam a pele, só por ter dito que o Debian é o Linux.

“Que isso cara?”
“O Debian é o Linux!”
“Não é?”

Santo Deus!
Você ainda vai nos meter em confusão, dizendo estas coisas.
Rá rá rá rá rá rá!
Lembra que lhe falei do Patrick Volkerding?

“Sim!”
“Claro que me lembro!”
“Ele fez o Slackware!”
“Há!”
“Agora me lembro!”
“Tem vários Linux.”

Isso mesmo e o Debian é um deles.
O Debian foi criado por Ian Murdock e se chama Debian, por conta da junção entre “DEB” que é o inicio do nome de Debra, a então namorada do Ian Murdock, mais o primeiro nome dele IAN, assim temos Debian.

“Que legal cara!”

Mas ao contrário do Volkerding, ele criou uma comunidade em torno do Debian.

Hoje são mais de mil desenvolvedores, devidamente cadastrados, certificados e com acesso a seus servidores e outros tantos que colaboram mas ainda não são registrados. O que nos dá mais de dois mil desenvolvedores, espalhados mundo afora. Cuidando de um conjunto de mais de vinte mil programas diferentes.

“Nossa!”

“É um projeto gigantesco em?”
“E no Brasil tem algum desenvolvedor Debian?”

Claro que temos!

Um deles é uma lenda viva.

“Dá arrepios, só em pensar”

“Será que o Murdock, um dia pensou, que seu Debian chegaria tão longe?”



Agradeço a: Felipe Augusto van de Wiel (faw) por sua preciosa ajuda.

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Um sonho que tive esta noite

Num futuro...
Robôs se digladiando.

Partes de uns sobrevivem...
Executam a ordem máxima!
Se juntar a outras...
Formar uma nova máquina...
Continuar a luta.

Um deles descobre uma chave.
A ordem escondida...
Secreta!
Enterrada em seus circuitos.
Corajosamente!
Envia aos outros...

Executar a ordem 555.
“Destruir os chips de guerra”
O mundo se cala...

A união, do bem que resta.
Tecnologicamente em paz...



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domingo, 9 de março de 2008

Nossos tataravós sabiam mais que nós

Quando meus tataravós aqui chegaram, foram trabalhar na roça, pequeno pedaço de terra, onde produziam gêneros agropecuários. Tanto para seu sustento quanto para venda. Este último se destinava basicamente, a aquisição de bens que não podiam produzir.
É comum ouvir que a sociedade naquela época, dava certo e hoje em dia, está tudo errado. Não é difícil perceber a causa deste acerto do passado, que hoje não mais existe.
Meu tataravô, como todos os que viviam naquela época, entendia da plantação, mas também conhecia carpintaria, para construção de sua casa, dos remédios caseiros, para cuidados com os animais. Também conhecia bem os processos que hoje chamaríamos industrialização, como a produção de carne de sol, defumados, queijo. Além de produzir as selas usadas nos cavalos, as carroças mais simples usadas nos transportes.
Já minha tataravó, sabia fazer tecidos a partir do algodão ou da lã. Também era costureira.
Na pratica eles viviam em pequenas comunidades, onde existia um especialista em cada uma destas atividades, mas todos conheciam mais que o básico sobre cada uma delas. Ou seja: mesmo com a distancia dos grandes centros, tinham o conforto básico da época e todos sabiam, como cada coisa funcionava.
O que me dizem dos nossos dias? Andamos em um carro que não temos idéia de como funciona, vemos uma TV que desconhecemos. Do nosso pobre computador, nem quero comentar. Ninguém quer fazer o menor esforço, para entender algo sobre o programa que usa em seu computador. E quando alguém que entende do assunto diz algo, recebe a resposta clássica, “Não me interessa como esta joça funciona, eu quero apenas que faça o que mando”.
Ora Ora minha gente!
Saber não ocupa lugar! Entender o funcionamento de algo, não nos levará a morte.
Vivemos sem saber o que se passa a nossa volta. E tudo o que se aprende nas escolas é o que primeiramente deve ser esquecido, ao iniciarmos nossa atividade profissional. Um tanto contraditório não acham?
Dizem que falo dimais. Por estes textos podem ver que isto não é de todo mentira. Faço assim por acreditar, que temos uma responsabilidade com a sociedade em que vivemos e tudo o que sei, procuro ensinar aos outros é o mínimo que posso fazer. Tive tantos que me ensinaram, acredito que devo retribuir.
Que a sorte nos traga forças, para mudarmos o mundo!


Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

Nossos tataravós sabiam mais que nós

Quando meus tataravós aqui chegaram, foram trabalhar na roça, pequeno pedaço de terra, onde produziam gêneros agropecuários. Tanto para seu sustento quanto para venda. Este último se destinava basicamente, a aquisição de bens que não podiam produzir.

É comum ouvir que a sociedade naquela época, dava certo e hoje em dia, está tudo errado. Não é difícil perceber a causa deste acerto do passado, que hoje não mais existe.

Meu tataravô, como todos os que viviam naquela época, entendia da plantação, mas também conhecia carpintaria, para construção de sua casa, dos remédios caseiros, para cuidados com os animais. Também conhecia bem os processos que hoje chamaríamos industrialização, como a produção de carne de sol, defumados, queijo. Além de produzir as selas usadas nos cavalos, as carroças mais simples usadas nos transportes.

Já minha tataravó, sabia fazer tecidos a partir do algodão ou da lã. Também era costureira.

Na pratica eles viviam em pequenas comunidades, onde existia um especialista em cada uma destas atividades, mas todos conheciam mais que o básico sobre cada uma delas. Ou seja: mesmo com a distancia dos grandes centros, tinham o conforto básico da época e todos sabiam, como cada coisa funcionava.

O que me dizem dos nossos dias? Andamos em um carro que não temos idéia de como funciona, vemos uma TV que desconhecemos. Do nosso pobre computador, nem quero comentar. Ninguém quer fazer o menor esforço, para entender algo sobre o programa que usa em seu computador. E quando alguém que entende do assunto diz algo, recebe a resposta clássica, “Não me interessa como esta joça funciona, eu quero apenas que faça o que mando”.

Ora Ora minha gente!

Saber não ocupa lugar! Entender o funcionamento de algo, não nos levará a morte.

Vivemos sem saber o que se passa a nossa volta. E tudo o que se aprende nas escolas é o que primeiramente deve ser esquecido, ao iniciarmos nossa atividade profissional. Um tanto contraditório não acham?

Dizem que falo dimais. Por estes textos podem ver que isto não é de todo mentira. Faço assim por acreditar, que temos uma responsabilidade com a sociedade em que vivemos e tudo o que sei, procuro ensinar aos outros é o mínimo que posso fazer. Tive tantos que me ensinaram, acredito que devo retribuir.

Que a sorte nos traga forças, para mudarmos o mundo!


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terça-feira, 4 de março de 2008

Uma poetisa se encanta pelo software Livre

Na preguiçosa manhã de domingo, do dia 27 de janeiro de 2008, exercitando um habito, entrei no site onde publico minhas poesias.
Após a publicação, vou até a página principal dar uma olhada no resultado. Eis que vejo um texto, sobre uma das mazelas de nossa televisão. Leio e decido fazer um comentário para a autora. Em seguida, dei uma olhada em busca de outras publicações. Reconheço pela foto, que já havia lido publicações dela, abro a primeira, a segunda, terceira... difícil parar de ler. Poesias tão belas quanto pequenas, dois ou três versos (Chamam-nas poetrix), sempre deixando “o gosto de quero mais”.
Mais tarde, vejo em minha caixa postal um mensagem daquela poetisa, respondendo ao comentário que havia feito. Uma bela e educada mensagem, respondi, desta vez por email.
Trocamos mais uma ou duas mensagens e ao ver em minha assinatura, o meu Linux User, ela me pergunta se eu poderia ajudá-la com o Linux, pois havia comprado uma nova máquina com tal sistema operacional, mas não sabia usar e não tinha a quem recorrer. Mas precisava obter alguma ajuda, pois queria muito usar este sistema, esse tal Linux.
Mais mensagens e instant mensage, durante a semana. Lá estávamos nós, domingo à tarde falando por umas três horas pelo Skype, ela no Rio de Janeiro e eu em Minas Gerais, instalando e configurando o Thunderbird. Durante a semana seguinte ela me manda uma mensagem, dizendo que estava usando o Firefox.
Em pouco tempo já fazia parte do nosso grupo, o BrOffice, estava inscrita em algumas de nossas listas de discussão e falando com nosso responsável pela tradução e revisão, para colaborar também.
Ao se apresentar em nossa lista de usuários, ela comenta em uma pequena frase perdida no meio do texto, que me havia conhecido ao pedir ajuda com o Ubuntu. Imediatamente uma torrente de ajuda é oferecida, todos querem colaborar.
Ela se encantou pelo mundo do software Livre, pois não imaginava que poderia haver uma comunidade mundial, onde pessoas de todas as partes, se ajudam, trabalham, interagem o tempo todo. “Vocês são sempre tão solícitos” diz ela.
Agora ela está em plena campanha pela divulgação do software Livre, no mundo da poesia e da literatura. Em todos os lugares onde publica na internet, deixa uma pequena bandeira.



No texto Livre ela fala de a família Mozilla


Ainda no texto Livre, mais sobre BrOffice

E mais sobre seu editor de textos favorito

Em seu site pessoal os links apontam também para o software Livre

No recanto das letras, portal que reúne um grande número de escritores, de diversos níveis, das mais variadas correntes de pensamento, em várias paginas:

Projeto Escritório Aberto

Ubuntu

Kubuntu




Não há como negar, todos que têm responsabilidade social, vêm o Software Livre, como oportunidade, uma possibilidade de evolução da nossa sociedade.


Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Software Livre, cordeiro em pele de bicho papão

Digo ao meu amigo.
Ei!
Vem,vem!
Veja só, o que a muito descobri.
Eu Sempre gostei de computadores. Editar textos sem consumir papéis (pobres arvores), planilhas eletrônicas maravilhosas para as contas do dia dia.
Me disseram que existia um tal Software Livre.
“Mas o que seria isto?”
Ah!
Softwares, Aplicativos, Programas, são nomes diferentes para designar programas de computador.
“Hummm!”
“Mas por que Livre?”
“Nossa!”
“Isto nos lembra das possibilidades, de que existam uns pobres coitados que não sejam livres.”
É!
Existem sim!
Você!
“Eu!?”
Sim, vocês pobres usuários, que não têm informação alguma sobre seus sistemas, como eles funcionam internamente, o que eles estão fazendo quando usam sozinhos a internet, enquanto o inocente usuário navega por suas páginas favoritas, pode ver o sistema entrando em outros lugares que ele desconhece.
“Hã!”
“Que horror!”
“Já percebi mesmo!”
Me diz este infeliz.
“Mas de nada adiantaria eu ter acesso a estas informações, não saberia interpretá-las.”
Ele acrescenta com ar impotente.
Ora meu amigo!
Você poderia contratar um técnico, que certamente saberia interpretar tais informações, se elas estivessem disponíveis.
“E não estão?”
Me diz ele, com quele pavor genuíno no olhar.
A terrível constatação: seus preciosos dados, suas informações pessoais, estão sordidamente disponíveis, aos fabricantes daqueles, aparentemente inocentes, programas que ele usa em seu computador.
Ele já ouvira falar dos spyware, malware.
“Santo Deus!”
É a única expressão que lhe resta.
“E o software Livre?”
“Se é livre, deve ser pior ainda!”
Engano seu, meu querido amigo!
O que é livre é o projeto do software, que eles chamam de Código Fonte.
“Então!”
“Foi isto que eu disse!”
“Todos sabem como funciona!”
“Deus do céu!”
Sim!
Todos os programadores do mundo que quiserem, saberão como aquele programa funciona, então não adiantaria nada colocar algo malicioso escondido. Pois todos saberiam.
“Ufa!”
“Finalmente uma boa noticia!”
“Mas deve ser muito caro?”
Não é caro é gratuito.
“Como pode ser isto?”
“Onde já se viu?”
Simples!
O programador que faz Software Livre, o faz porque gosta de programar.
Por entender a filosofia de transparência, que deve existir em um programa de computador.
“Mas ele vive de que?”
Ora ora!
Um programador que cria um programa e divulga para os outros na internet, se torna conhecido e seu trabalho, seu estilo, suas técnicas também, então terá portas abertas, em qualquer empresa da área de informática.
“É Verdade!”
Além do mais, as mega empresas que produzem computadores, ficam rido de uma orelha à outra, com a possibilidade de existirem softwares, que elas possam bancar com pequenas doações e patrocínios e que possam ser usados gratuitamente por qualquer um que comprar seus computadores.
Não gastando com softwares, seus clientes gastarão com máquinas novinhas e cada vez melhores.
já pensou?
“Como é que eu não soube disto antes?”
Você sabia, só não acreditava.

Veja os detalhes:





Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ubuntu, usando o computador verdadeiramente

Me levanto após uma revigorante noite de sono.
Ligo meu computador.
Me lembro que esta noite terminou o horário de verão.
Olho o relógio do computador e já está com o novo horário.
Comparo com o celular, apenas para ter certeza.
Mas a hora mostrada está um pouco diferente.
Vejo na sua configuração, que está marcado: “Ajuste manual”.
Mudo isto para: “Sincronizar com servidores na Internet”.
Ele me informa que é necessário instalar um novo programa.
Me pergunta se desejo que seja instalado, informo que sim.
Ele entra nos servidores, do Ubuntu e os instala e configura.

Pronto!

Meu computador está com o novo programa instalado e o horário está sincronizado com o horário oficial. Para que isto acontecesse não tive que fazer nada a não ser permitir.

É!
Isto mesmo!
Fez sozinho, mas antes me informou o que faria e me pediu permissão.

Que sistema é este?

UBUNTU!
Um legitimo Gnu/Linux.
Softwares de estrema qualidade, feitos por quem adora faze-lo.
Feito por pessoas que enquanto se divertem, criam maravilhosos programas, para todos os fins.

Para mim, o usuário, ele é gratuito.
Quem paga?
As grandes empresas fabricantes de computadores.

Nada de pirataria, Softwares originais e totalmente gratuitos.
Software Livre, o futuro da Informática.




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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Nós humanos, como somos

Nós humanos, fazemos experiência com um numero finito e até reduzido de indivíduos, então de acordo com o comportamento desses, concluímos que o comportamento dos outros é idêntico. Assim matamos a individualidade, tudo é generalizado. Nossas tão adoradas leis fazem com que as escolas ensinem a milhares de crianças da mesma forma, como se todas fossem iguais. O pobre professor que deveria ser um mestre, se torna um repetidor de normas, leitor de compêndios.

No tempo de Marco Pólo era possível ouvir em todos os lugares da Europa, sobre o que ele havia visto no oriente, uma das historias dizia, que as mulheres orientais tinham tantos filhos, que necessitavam de muitos seios para amamenta-los, por isto eram como porcas ou cadelas e tinham vários pares de seios. Estas historias eram contadas por pessoas, que sequer conheciam Marco pólo, ou seja, ouviram dizer que os orientais tinham muitos filhos, o que era verdade e a partir dai concluíram que as suas mulheres seriam daquele jeito. É como diz aquela piada, do cientista que estudava o câncer e concluiu que água provocava câncer, já que cem porcento das pessoas que tinham câncer tomavam água. “Nem tudo que parece é”, diz o ditado e o sábio disse: “Há muito mais entre o céu e a terra, do que sonha vossa vã filosofia”.

Como alguém lá em Brasília, pode fazer uma lei que irá atingir as pessoas das favelas cariocas, se ele nunca esteve lá? Ou um cidadão que possui um carro próprio e nunca utilizou transporte coletivo, saber o que é melhor para o usuário desse transporte?

Os chamados “intelectuais” de hoje, são como crianças brincando, não sabem o que estão dizendo. Comentam sobre noticias produzidas, por duas ou três agencias internacionais e nós os chamamos: “formadores de opinião”. Seria tão bom se cada pessoa pudesse decidir a própria vida. As assim chamadas instituições que visam proteger e manter a sociedade (que muitos ousam chamar de civilização), tais como a Policia, as forças armadas, os legisladores e tantos outros, nada mais fazem que impedir crescimento da humanidade. Pois tentam impor às pessoas um só pensamento, uma só atitude e nós sabemos, que o que nos trouxe até aqui foi justamente, o fato de termos as nossas diferenças. Um ancião deve ser respeitado, até mesmo admirado pelo que sabe, mas tendo a certeza de que ninguém sabe tudo, devemos ter consciência, de que uma criança que sabe pouco, pode saber algo que nem o ancião saiba. O mundo antigo era muito mais criativo, porque a individualidade era respeitada.

Olhando daqui de: 3 de fevereiro de 2008, percebo e acredito, que no futuro estas entidades se diluirão. Me parece que elas não poderão mais se sustentar, visto que elas foram alicerçadas no passado, onde tais coisas eram mantidas as custas principalmente, da ocultação de informações, o que já não é possível hoje. No futuro acredito que os humanos não se sentirão incomodados com as diferenças, nem com as preferências individuais. Poderemos ter a raça que for, a aparência que quisermos, cabelo, roupas e até o corpo e ninguém se importará. Uma mulher poderá ter o corpo musculoso e ninguém se importará. Da mesma forma o homem poderá ter o corpo igual ao de uma mulher e ninguém se importará. O casamento não será somente entre um homem e uma mulher, mas entre duas pessoas sejam elas de que sexo for e ninguém se importará. Pois valerá a nossa mente. A nossa consciência. Nossa capacidade. Poderemos ser todos amigos. Veremos que outras pessoas são diferentes de nós, mas nunca, em hipótese alguma, as acharemos inferiores, apenas diferentes. E não será apenas dizer isto mas acreditar, pensar assim, agir assim. Saberemos que todos temos limitações. Ninguém é o fim em si mesmo. Teremos a verdadeira consciência daquela frase: “Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra”. Um cientista, que depois de muito estudo e conhecimento, de coisas incríveis, ouvirá uma criança com o mesmo respeito, com que ouve um sábio de quem se considera discípulo. Nenhuma doutrina será absoluta.

Um grande filme hoje cultuado por muitos, diz que “o espaço é a fronteira final” e eu sempre acreditei nisso, mas hoje vejo o mundo com outros olhos e tenho certeza de que encontraremos muitas fronteiras pela frente. Mas uma delas, talvez a mais difícil, está dentro de nós. Como será que conseguiremos dominar a nós mesmos? Quando falamos em dominar imaginamos logo a força, mas eu acredito com todas as minhas energias, que nós nos dominaremos pela humildade, pela consciência de que não somos grande coisa, perto do grandioso universo. Pela certeza de que existe e sempre existirá, muita coisa que não conhecemos e que tudo que se apresenta diante de nós é desconhecido e deve ser respeitado, nunca destruído.

Depois destes pensamentos me vem uma pergunta: Por que necessitamos esperar pelo futuro? Pelas gerações vindouras? Se sabemos disto agora, vamos praticar já, eu vivo e deixo que vivam, estou contando com você pra fazer o mesmo. Veja lá em!?


Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Contribuindo com a humanidade

Todos acreditam piamente, que pagando seus impostos em dia estão fazendo sua parte, para melhorar a humanidade. Ao mesmo tempo acreditam, que todos os políticos sem exceção estão envolvidos em corrupção e não gastam bem o dinheiro dos impostos. Parece-me que temos aqui uma contradição.

Podemos contribuir muito com a humanidade, mesmo sem ter recursos, mesmo acreditando que não podemos naquele momento. Muitas vezes acreditamos, que estamos com dificuldades financeiras, ou que nossos recursos materiais estão em baixa.

Veja o caso de uma pessoa que adora escrever: ele não dispõe de recursos extras, mas adora escrever, sabe que nenhuma editora irá publicar algo escrito por ele, sendo ele um “ilustre desconhecido”, então, em vez de amontoar textos no HD de seu computador, ele pode muito bem publica-los na internet. Não lhe custará nada, verá outros tendo contato com sua obra, fará sucesso como se estivesse publicando um livro (talvez mais). Do outro lado haverão muitos, que simplesmente não estão dispostos a comprar livros, mas existirão também aqueles que não poderiam fazê-lo, de forma alguma, por não ter recursos disponíveis (Ter um computador, não é sinonimo de possuir dinheiro para comprar livros continuamente). Então estará ajudando a quem necessita, apenas fazendo exatamente o que mais gosta.

Será que em um cenário destes, vale mesmo a pena, colocar todos os direitos da obra, sob reserva? Mesmo sabendo que os espertinhos irão copiar e usar de uma forma ou de outra? Aliás, quem nunca fotocopiou um livro, na época de escola?

Atirar a primeira pedra...


Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Fugindo da Humanidade, Boas Escolas

Sempre vejo como funcionam bem, as iniciativas de inclusão social, que montam oficinas para ensinar aos jovens carentes uma profissão, seja Musica, culinária, Artes plasticas, sem exceção, todas atingem seu objetivo, ou seja ensinar àqueles jovens.

Imagino que estes jovens aprendem pelo simples fato de que está sendo oferecido a eles, ensinamentos que eles querem mesmo adquirir. Transportando isto para a escola, acredito que se ensinarmos o que os jovens buscam, teremos grande sucesso. Um futuro advogado (nós sabemos que desde muito cedo temos tendencia à nossa profissão), teria mais sucesso no aprendizado, se lhe fosse mostrado como funciona uma carreira de advogado, do que cobrar dele, em um exame carregado de tensão, uma bela equação de segundo grau.

Pense como seria produtiva uma escola, que desde a segunda parte do ensino fundamental (por volta dos dez anos de idade), fosse direcionada por atividade profissional, funcionando como uma escola do SENAI, com assuntos pertinentes unicamente àquela atividade, sendo os outros assuntos mostrados praticamente como curiosidade.

Uma escola de base que mostrasse os pormenores de cada atividade profissional, seria mais que suficiente para mostrar ao jovem um caminho, para iniciar uma atividade da qual ele goste, se sinta bem, exercendo. Os pais e mães de todos os alunos, são profissionais e a maioria teria imenso prazer em descrever sua atividade para os alunos e seus filhos ficariam orgulhosos e motivados, vendo seus pais diante dos colegas.

Conhecer muito bem os detalhes de nossa atividade profissional e deixar os pareceres com os profissionais das outras áreas.

Um engenheiro de hoje necessita de criatividade e de conhecer pormenores, que passam longe da matemática, pois esta, os computadores dominam com perfeição e precisão absolutas, Então porque perder tempo com esta matéria, nesta atividade profissional? Porque não deixá-la para os matemáticos? Os matemáticos aprendem, ensinam para os computadores, que executarão para os engenheiros, enquanto estes, cuidam de exercitar e aperfeiçoar sua capacidade criativa.

Temos de nos acostumar com uma sociedade tecnológica, para isto basta usa-la, não fazer com as próprias mãos o que as máquinas podem fazer. Ou ter preconceito em usarmos conhecimentos que já possuímos, mesmo que para isso tenhamos que mudar estruturas.



Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

domingo, 27 de janeiro de 2008

Fugindo da Humanidade, Piramide Social

Os peritos nos estudos do comportamento humano e comportamento da sociedade humana, nos falam o tempo inteiro em piramide social. O mais rico (dinheiro, bens materiais) de todos, bem no topo, alguns super ricos logo abaixo dele, descendo... descendo... a classe média e uma grande massa de pobres formando sua base.

Mas se olharmos nossa vida desta forma, tudo que teremos serão boas desculpas para o fracasso, pois valerá o pensamento: “nada adianta eu, sozinho, deixar de jogar lixo nos locais que visito, pois os outros continuarão a fazê-lo”; “Não vou escrever sobre coisas boas, os outros só gostam de tragédias”.

Existe uma parte da humanidade que tem sua importância relativa e está sob nossa responsabilidade, mas que observando os outros nos esquecemos de cuidar, nós a negligenciamos, pois os outros irão nos atrapalhar. Esta parte que é a parte mais importante para nós, somos nós mesmos, temos a responsabilidade de cuidar bem de nós mesmos, de cumprir com nossas responsabilidades, não devemos jogar lixo nos locais que visitamos, pelo simples motivo de que nós temos controle sobre nós mesmos, não sobre os outros. Eu não jogo lixo, então minha parte está feita, posso agora ajudar, incentivar, exigir, que os outros, também o façam.

Diz o dito popular: “Quando um não quer, dois não brigam” então podemos dizer: “Quando um faz, outros o imitarão”. O Melhor é fazermos o que imaginamos correto, ao mesmo tempo que respeitamos a maneira dos outros agirem e pensarem. Se acreditamos que ninguém tem o direito de interferir conosco, também não podemos acreditar que temos o direito de interferir com os outros.

Fazendo o que nossa consciência manda esquecendo-nos da Piramide, nos sentiremos felizes, então poderemos ajudar na felicidade dos que nos cercam.


Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Fugindo da Humanidade

Sou humano! Faço parte desta grande família, que usa toda a sua capacidade, na tentativa de produzir sua própria destruição, definitivamente, não posso concordar com isto.
Ultimamente só o que tenho feito é tentar de todas as formas, fugir da humanidade, me sinto cercado por todos os lados.
Ao ligar o radio, ouço uma bela melodia, mas a poesia cantada por ela é somente lamentação, o amor que se foi, saudades do ente querido. Tristezas, apenas tristezas. Cantar apenas a tristeza?.

Penso ir ao cinema, vários em cartaz, uma casa dos horrores, morte, guerra, matança, destruição das boas obras humanas. Quem o fez, não gosta de si mesmo?

Ah! A TV! Quase me esqueço da TV! Más noticias, tragedias expostas, infelicidade alheia devassada, dramas pessoais desrespeitados. Quanta dor!

Encontrar a mãe natureza, nada mais prazeroso, alegria, felicidade, simplicidade, harmonia.

Os golfinhos e sua família, tão felizes, brincalhões, nadar, brincar, soltos na imensidão... Isto é felicidade.

Leões caçam, alimentam a si mesmos e aos seus, nada mais, descansam juntos...

Elefantes, ferozes defensores de sua manada, jamais deixarão um de seus membros para para trás, são mesmo solidários.


Inteligência versus irracionalidade!

Humanidade medonha!
Natureza sábia!
Procurar pela felicidade...


Copyleft © 2008 Sincero Zeferino Filho (OhEremita)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A nossa Imaginação

A tempos se sabe: que o homem é “proporcionalmente” o animal com menos recursos fisiológicos que habita este planeta, não corre com grande velocidade, não e capaz de nadar adequadamente, não pode voar por seus próprios meios. Entretanto, não conhecemos outro animal, que tenha feito tudo isto com tanta eficiência, até mesmo sair de seu próprio planeta. Para tanto ele utilizou suas máquinas, que foram obras de sua imaginação. Uma força abstrata, não podemos vê-la, mas podemos sentir sua atuação, seu poder de “construir”.

É... Mas o homem também tem algo que chama de sentimentos, o medo por exemplo é terrível e faz mau uso desta nossa imaginação. Ele começa quando vemos algo que não conhecemos e que tratamos logo de acreditar que é algo perigoso, então imaginado que poderá nos destruir, não conseguimos pensar mais nada, nos esquecemos de tudo que estamos fazendo e nos prontificamos a destruir essa nova e terrível “ameaça”, que nosso medo acabou de criar.
Esta mesma imaginação que nos permite grandes realizações, também pode criar barreiras, para nós intransponíveis, na direção de nossas realizações.

Devemos ter muita força para não nos deixar influenciar por nossa imaginação. Todos podemos distinguir entre o real e o imaginário, mas os nossos sentimentos, quando os temos em excesso, podem nos tirar essa capacidade de distinção. Medo, raiva, desejo, ambição, são apenas alguns destes nossos sentimentos, talvez os de maior influencia sobre nós. O nosso temperamento é o conjunto de todos os nossos sentimentos, são eles que nos fazem motivados ao trabalho, bons na escola, ágeis profissionais... Diferenças de cada pessoa, na medida em que cada um tem dentro si, diferentes doses destes sentimentos. Quando temos raiva de um professor, por melhor que ele seja não conseguirá nos ensinar nada, se temos um forte desejo de ter alguma coisa, esse desejo pode fazer com que fiquemos apenas imaginando, o que é ter essa coisa e nos esqueçamos de procurar o caminho para tê-la.

A tese de que “todos são inocentes, ate provem contrario” pode nos parecer por demais passiva mas se pensarmos bem, iremos observar que ao considerarmos os outros como inocentes, nada mais teremos a fazer com relação a eles do que deixa-los em paz, mas se os imaginarmos culpados, estaremos fora do caminho de nosso objetivo ate os condenarmos, ou descobrimos que são inocentes. Assim, ou estaremos sempre apavorados, vagando por sentimentos obscuros, ou sempre Tranqüilos, a caminho de nossos objetivos.

Nós podemos concentrar todos os nossos sentidos, no que estamos construindo pois nós somos fruto de nosso universo, e podemos ter certeza de que ele não é perigoso, pois ele nos criou e se observarmos bem, veremos que todos os nossos erros foram criados por nós mesmos, quando não estávamos com a devida concentração.

Viver o aqui e o agora!


Copyleft © 1994 Sincero Zeferino Filho

A nossa Imaginação

A tempos se sabe: que o homem é “proporcionalmente” o animal com menos recursos fisiológicos que habita este planeta, não corre com grande velocidade, não nada com grande eficiência, não pode voar por seu próprio corpo. Entretanto, não conhecemos outro animal, que tenha feito tudo isto com tanta eficiência, ate mesmo sair de seu próprio planeta. Para tanto ele utilizou suas máquinas, que foram obras de sua imaginação. Uma força abstrata, não podemos vê-la, mas podemos sentir sua atuação, seu poder de “construir”.
É... Mas o homem também tem algo que chama de sentimentos, o medo por exemplo, é algo terrível que faz mau uso desta nossa imaginação. Ele começa quando vemos algo que não conhecemos e que tratamos logo de acreditar que é algo perigoso, então imaginado que poderá nos destruir, não conseguimos pensar mais nada, nos esquecemos de tudo que estamos fazendo e nos prontificamos a destruir essa nova e terrível “ameaça”, que nosso medo acabou de criar.
Esta mesma imaginação que nos permite grandes realizações, também pode criar barreiras, para nós intransponíveis, na direção de nossas realizações.
Devemos ter muita força para não nos deixarmos influenciar por nossa imaginação. Todos podemos distinguir entre o real e o imaginário, mas os nossos sentimentos, quando os temos em excesso, podem nos tirar essa capacidade de distinção. Medo, raiva, desejo, ambição, são apenas alguns destes nossos sentimentos, talvez os de maior influencia sobre nós. O nosso temperamento é o conjunto de todos os nossos sentimentos, são eles que nos fazem motivados ao trabalho, bons na escola, ágeis profissionais... Diferenças de cada pessoa, na medida em que cada um tem dentro si, diferentes doses destes sentimentos. Quando temos raiva de um professor, por melhor que ele seja não conseguirá nos ensinar nada, se temos um forte desejo de ter alguma coisa, esse desejo pode fazer com que fiquemos apenas imaginando, o que é ter essa coisa e nos esqueçamos de procurar o caminho para tê-la.
A tese de que “todos são inocentes, ate provem contrario” pode nos parecer por demais passiva mas se pensarmos bem, iremos observar que ao considerarmos os outros como inocentes, nada mais teremos a fazer com relação a eles do que deixa-los em paz, mas se os imaginarmos culpados, estaremos fora do caminho de nosso objetivo ate os condenarmos, ou descobrimos que são inocentes. Assim, ou estaremos sempre apavorados, vagando por sentimentos obscuros, ou sempre Tranqüilos, a caminho de nossos objetivos.
Nós podemos concentrar todos os nossos sentidos, no que estamos construindo pois nós somos fruto de nosso universo, e podemos ter certeza de que ele não é perigoso, pois ele nos criou e se observarmos bem, veremos que todos os nossos erros foram criados por nós mesmos, quando não estávamos com a devida concentração.
Viver o aqui e o agora!


Copyleft © 1994 Sincero Zeferino Filho

domingo, 13 de janeiro de 2008

O Caminho de um Moveleiro no Software Livre

No velho Guia Rápido de Instalação, do Conectiva 7.0 tem uma anotação datada de 23/11/2001, como não me lembro da data correta, que comprei a caixinha daquele meu primeiro Linux, devo adotar esta data como data oficial.

Em alguma data bem próxima de novembro de 2001 eu comprei uma revista que oferecia como brinde, um CD purpura escrito em preto com letras grandes “Linux 6.0”. Com ele consegui reparticionar minha máquina e iniciar a sua instalação, mas não foi possível sua conclusão por conta de um defeito no CD. Dias depois levei minha máquina para um amigo dar uma olhada e um amigo dele me perguntou sobre aquele Linux, quando eu disse o que ocorrera ele me falou da MicroHard, que comercializava um Linux Conectiva por R$89.00. Não tive dúvidas, fui até lá e comprei. Algumas horas mais tarde estava usando O KDE, depois GNOME, Fluxbox...

Por conta do famigerado Winmodem e de minha falta de iniciativa, ou medo de perder aquele belo sistema, ainda precisava do sistema proprietário para conectar-me à Internet.


No inicio de 2003 já estava experimentando o Mandrake 9.0. Por incentivo do Grande amigo Tiago Cruz.
Em 2004 teve início a minha participação no Software Livre. Também foi quando obtive a minha liberdade definitiva, em relação a software.
No dia 24 de junho de 2004, às 05:47 da manhã hora local, eu enviava um email para o Claudio Ferreira Filho, então líder do Grupo Brasileiro de desenvolvedores do OpenOffice.org, oferecendo umas planilhas de custo, para serem disponibilizadas como exemplo de utilização do OpenOffice. O Claudio me respondeu que aproveitaria estas planilhas, em um Projeto que pretendia criar, dentro do portal do OpenOffice.org.br, chamado “Escritório Aberto”. Esse era o início de minha participação, no mundo do Software Livre.

Email enviado ao Claudio Ferreira Filho:
“Estou terminando um conjunto de planilhas para cálculo (e acompanhamento) de preço final de produtos, na indústria.
Isto porque na nossa pequena empresa, não temos tempo nem recursos para desenvolver, ou adquirir um sistema integrado com banco de dados de uso industrial, (todos os bons sistemas que encontramos no mercado, a preços pagáveis, são para o comércio). Então resolvemos utilizar planilhas.
Estas planilhas, nos acompanham desde o Lótus123.
Eu as estou convertendo para OpenOffice.
Caso Você ache este tipo de planilha interessante posso lhes mandar uma cópia.
Quero lembrar que eu e muitos outros "pequenos", que conheço, sentimos muita falta de alguma ajuda para utilizar estes programas, tipo OpenOffice calc, na administração de nossas pequenas empresas.
Abaixo segue um pequeno resumo da estrutura destas planilhas.
Sincero Zeferino filho
Santa Luzia, MG, Brasil”

Em seguida o Kurumin foi instalado em miha máquina pelo Kiko, no 1º Festisol em Juiz de Fora - MG, com internet e tudo. Esse foi meu passe livre, nunca mais instalei sistemas proprietários em nenhuma de minhas máquinas.


O ano de 2005. Foi um ano de grandes acontecimentos.
Logo no inicio, uma situação, com altas doses de adrenalina. Estávamos apenas eu e um CD do Slackware 9.1, já que os outros CDs de distros que eu tinha, não funcionavam e por uma besteira que eu acabara de fazer, havia perdido o sistema instalado. No final deste mesmo dia, fiquei muito emocionado, quando o Slackware estava funcionando em minha máquina e conectando na internet discada.

Dia 30/04-01/5/2005, acontecia em Belo Horizonte o III Encontro LinuxChix, quando pude conversar rapidamente com: Piscilla Pimenta, Piter Punk, Sulamita Garcia, Julio Cesar Neves e fiz mais alguns amigos novos.

Outra vês o mês de novembro, bem no final do mês, recebi meus CDs originais do Slackware 10.2, a ultima versão que usei, daquele saudoso sistema.
Dia 20 de dezembro chegava a minha casa meu primeiro notebook (este que escrevo agora), um Dell Latitude 510, nele o sistema proprietário durou apenas 20 minutos, o suficiente para testar o hardware (cumprindo os protocolos da garantia), desliguei e religuei novamente com o CD1 do Slackware 10.2, uns 50 minutos depois disto... Já estava funcionando e o selo mais o adesivo do outro sistema, sendo retirados da máquina, ali concretizava minha liberdade.


O ano de 2006 foi memorável. Pelo meio do ano foi a vez de instalar o Kubuntu 6.06.
Durante o CONISLI2006 tive a chance de conhecer pessoalmente alguns amigos muito queridos, que só conhecia pela net, Claudio Ferreira Filho e Marcus Vasconcelos Diogo, do BrOffice.org, Tiago Cruz, dos velhos tempos de Guia do Hardware e mais alguns. Por incentivo do Claudio, havia elaborado e confeccionado, o troféu do Prêmio Vôo Livre 2006, oferecido pelo Grupo BrOffice.org àqueles que ajudaram o BrOffice.org, a voar mais alto. Prêmio entregue durante o CONISLI2006.


Ano de 2007: substituição do Kubuntu pelo Ubuntu (meu filho ainda hoje, me chama de traidor, por ter feito esta troca). Também fiz duas atualizações de sistema, uma para o Ubuntu 7.04 via reinstalação e outra para o Ubuntu 7.10 por atualização de distro, automática. Também foi o ano da consolidação do meu site pessoal, composto de varias páginas, em diversas localizações e com diferentes finalidades, mas com um mesmo objetivo. Devolver a comunidade, em forma de informações, o que recebo em forma de softwares.

Agradeço a todos que fazem das inúmeras comunidades de Software Livre, esperanças de que a sociedade humana, um dia se transforme em uma civilização. Também e principalmente aos Brasileiros, que sustentam nossas comunidades locais e produzem Software Livre da melhor qualidade, pois estão apagando as páginas ruins de nossa história a escrevendo outras boas e memoráveis.

Sincero Zeferino Filho (OhEremita);
Santa Luzia, MG;
Página pessoal:
http://oheremita.blogspot.com/
Projeto principal:
http://www.broffice.org/escritorio_aberto
Ubuntu 7.10;
BrOffice.org 2.3.1;

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A vida concontra um jeito


Não importa o quanto, nós humanos, nos esforcemos para destruir a vida, ela sempre encontrará uma maneira de nos mostrar sua força.